RIBEIRA, NOVOS HORIZONTES

Forum de opinião e debate da vida quotidiana da Ribeira

Name:
Location: Ponte de LIma, Viana do Castelo, Portugal

Saturday, February 28, 2009

DRAMA DE SANTO ANTÓNIO / 2009





GABRIEL E LUSBEL

DRAMA DE SANTO ANTÓNIO

POR

JOSÉ MARIA BRAZ MARTINS





Recolha e transcrição do texto original de António D. Costa Morais





Começaram ontem dia 27 de Fevereiro os Ensaios, tendo em vista a representação da Peça de Teatro "O Drama de Santo António, que será levada à cena no dia 8 de Agosto pelas 21horas no largo da Cruz de Pedra em Crasto, por altura das festas do Senhor da Cruz de Pedra, conforme a tradição.


Durante os meses de Fevereiro a Agosto, ás sextas-feiras os actores amadores do grupo, reúnem-se no salão paroquial da Ribeira para os respectivos ensaios.

Labels: , , ,

Saturday, January 3, 2009

Drama de Santo António - 1982


Para que não restem dúvidas, deixo a todos os leitores a capa da Ficha Técnica, publicada a quando da última realização do Drama de Santo António, no dia 7 de Agosto de 1982, pelas 21.30 Horas, no Largo da Devesa ( Cruz de Pedra) em Crasto - Ribeira.
Pelo lapso das datas publicado no post anterior deixo as minhas sinceras desculpas aos leitores deste blog.
Não podia também deixar de agradecer o reparo apresentado pelo leitor, devidamente identificado - Nuno, que permitiu restituir a verdade aos factos. -Obrigado!

Labels: , , , ,

Tuesday, January 15, 2008

BAÚ DE RECORDAÇÕES - RIBEIRA DE OUTROS TEMPOS



Contributo de Ponte de Lima para a Cavalaria Real

O concelho de Ponte de Lima, em meados do Sec XVII, tal como o resto do país, estava obrigado a contribuir para o sustento da Cavalaria Real.

Em 16 de Agosto de 1684, “ Fizeram o lançamento da palha para a cavalaria de sua Alteza Real, ficando o concelho de Ponte de Lima obrigado a contribuir com 8.000 copas de palha.”

A freguesia da Ribeira, à sua conta tinha de prestar tributo real, contribuindo com 590 copas de palha.

Nomeação para lançador da décima

Em 3 de Abril de 1784, foi nomeado para lançador da décima da esquadra de Crasto, da freguesia de S. João da Ribeira, Miguel Vaz Maciel, em substituição de André da Silva.

Nomeação para capitão da 2ª companhia de ordenanças

Em 23 de Outubro de 1766, João Marcos de Sá, foi nomeado para dirigir a 2ª Companhia de ordenanças, que compreendia as freguesias de Rendufe, Labruja, Sta Marinha, Sá e Bertiandos.

Nota: João Marcos de Sá, juntamente com Manuel Joaquim Guedes, vende a Quinta de S. José ou da Portela a António Leite de Macedo.

Pedido de licença

Em 24 de Julho de 1884, José António Rodrigues, solteiro, residente no Rio de Janeiro e natural de S. João da Ribeira, pede licença à Câmara para construir um rego de meia légua, entre o caminho da cruz e o lugar da casa nova na dita freguesia da Ribeira, sem prejuízo para o trânsito público.
Depois de ouvida a junta de paróquia, foi concedida a licença.

Labels: , ,

Sunday, January 13, 2008

O LARGO DA DEVESA OU DA CRUZ DE PEDRA


PALCO DE INÚMERAS LUTAS E OUTRAS TANTAS REPRESENTAÇÕES

O largo da Devesa, como todos o conhecem, hoje rebaptizado de largo da Cruz de Pedra, tem servido desde o tempo em que a memória se perde no horizonte das recordações, de palco privilegiado para muitas lutas e outras tantas representações.
A curiosidade inquietante, em encontrar uma explicação para tudo que nos rodeia, levou-nos a esta dúvida: - Como terá surgido este magnifico espaço, que tantas conversas e memórias ressuscita nas mentes deste povo de Crasto?
Procuramos essa resposta em conversas com os mais anciãos moradores do lugar, provocamos os nossos pais e avós, para que se lembrassem dos tempos da sua mocidade e assim poderíamos ter algumas explicações para as dúvidas que nos ensombram a mente.
Dessas horas passadas à conversa, foi possível realmente chegar a datas, a factos e a episódios do quotidiano, que realmente podem muito bem servir de explicação para o que se pretende.
É comum ouvir dizer-se que aquele espaço foi oferecido ao povo, com a condição de estar livre no dia das festas do Senhor da cruz de pedra.
Assim, apesar de nos ter sido apontada a data de 1863, para a realização da escritura de venda da Quinta de S. José, feita por João Marcos de Sá e Manuel Joaquim Guedes, a António Leite de Macedo, onde parece constar a oferta desse espaço ao povo do lugar, não foi possível chegar a esse documento, o que deixa tudo na mesma.
No entanto, foi possível chegar a um documento particular, onde é mencionada a venda no ano de 1905, feita por António Leite de Macedo a Manuel Gonçalves Martins, do Bico da Devesa, chamada da Cruz de Pedra, com uma área de 270m2, confrontando de nascente com José Félix Pereira, do poente com o largo e coradouro e do norte e sul com o caminho.
Segundo o testemunho oral dos moradores do lugar de Crasto, era neste local que os feirantes instalavam as suas tendas e barracas de comes e bebes em dia de romaria do senhor da cruz de pedra.
Ora como se verifica, já é feita aqui referencia ao largo.
De salientar, que nesta data já o referido largo servia de palco para as representações do Auto dos Turcos de Crasto-turquia, sendo célebre o episódio ocorrido com Alfredo Mancio, que se lembrou de gracejar no seu jornal “ O Phantasma”, com a ingenuidade popular.
A caricatura aparecida foi efectivamente pesada, ofendeu os figurantes do velhíssimo auto-homens e rapazes de S.João da Ribeira, descendentes de outros que transmitiam de pais para filhos, oralmente, os respectivos papeis.
Em 22 de Outubro de 1907, António Leite de Macedo e mulher, Rosa Januária Pereira Leite de Macedo, vendem a António José d’Araújo a Quinta de S. José ou da Portela e uma Devesa fora da quinta, no mesmo lugar de Crasto ou cruz de Pedra.
É ainda feita referencia que esta devesa, por se achar aberta poderá ser tapada da parede desde a esquina do nascente da casa de Júlio Pereira Pinto em direcção à estrada real e o restante terreno é logradouro da Irmandade do senhor da Cruz de pedra, na forma de uso e costume antigo, pertencendo o roço à mesma devesa, na qual o comprador e na sua falta a irmandade podem plantar arvores para sombra, actualmente esta devesa só tem roço e confronta de nascente, Manuel Gonçalves Martins, poente, Quinta de S. José ou da Portela, norte, Júlio Pereira Pinto e do sul com estrada real, foi comprada ao mesmo João Marcos de Sá e tem o valor de 50 mil reis
Durante o ano de 1930, o referido bico da devesa, é vendido por José Ferreiro, a Constantino Redondo, não sendo feita a respectiva escritura de venda devido à menoridade do filho Diamantino Franco Martins.
Chegado o ano de 1935 e atingindo o Diamantino Franco Martins a maioridade, foi feita a confirmação da venda, fazendo-se constar dele, que recebeu do Constantino 500$00, preço porque lhe vendeu o referido bico de terreno.
O largo e coradouro era ocupado por velhos carvalhos, os existentes no coradouro foram cortados pelo Manuel Gonçalves Martins e os restantes foram derrubados por um ciclone que se abateu sobre o local fazendo lembrar os destroços da guerra mundial, que mergulhou a Europa na mais profunda crise e miséria.
Na década de 40, foram plantados no largo os plátanos que ainda hoje aí se encontram, segundo testemunhos de moradores do lugar de Crasto, essas árvores foram adquiridas na cidade do porto pela Câmara Municipal de Ponte de Lima, através dos préstimos do sr. “Mikipi” e foram plantadas pelo Sr., João Redondo.
Na mesma altura foram plantadas os plátanos que se encontram no engenho da Veiga de Crasto, com os pés que sobraram do largo da devesa.
Nesta mesma altura foram colocados no largo uns bancos em ferro e madeira, que eram utilizados pelos moradores para aí passarem horas a fio em conversas de fim-de-semana, serviram os mesmos para Abeilard Morais e seus colaboradores decidirem ressuscitar as representações da Turquia em 1952.
Em 1952, é feita a escritura de venda do bico da devesa. Contendo a mesma alguns vícios, que vão originar um processo judicial em que foram autores a Junta de Freguesia e réus Constantino Redondo e mulher Emília Pereira.
No dia 1 de Abril de 1960, perante o Mmº Juiz Dr. Belarmino de Melo da Costa Cerqueira, os Dr. Libório Simões de Araújo, na qualidade de advogado da Junta de Freguesia da Ribeira, o Dr. Alcides Pereira, na qualidade de advogado dos réus Constantino Redondo e mulher, chegam a um acordo pondo fim à acção, ficando os réus com o terreno que fica junto à sua casa nos termos descritos no referido documento, reconhecendo o domínio e posse do restante terreno à Junta de Freguesia.
Apesar de todas estas questões e lutas pela posse do largo ou parte dele, o então “ Padre João da Ritinha”, volta a representar o Auto da Turquia, para alegria dos moradores de Crasto e interessados pelas coisas da cultura popular, como era o caso do maestro António Pedro, Conde D´Aurora, Leandro Quintas Neves, entre muitos outros que nesse dia chuvoso se deslocaram até ao terreiro para verem “ uma Truquia pr’a gente se advertir”, pois foi desta forma que alguns populares responderam, quando lhes foi perguntado onde era o teatro.
È após esta representação que surge o diferendo entre o padre João Rodrigues de Sousa e António Pedro, com troca de mimos e argumentos nos jornais Cardeal Saraiva e Jornal Diário Popular de 10 de Outubro de 1965, ao publicar na sua coluna semanal intitulada “Quinta sem Muros”, uma crónica intitulada”Quando a Turquia deixa de ser o nome de um pais”.

excerto do texto original - continua

Labels: , , ,

Wednesday, October 3, 2007

A RIBEIRA DE OUTROS TEMPOS-UMA OBRIGAÇÃO DA CÁMARA

Folheando o velhinho Almanach illustrado do Comércio do Lima, de 1907, deparamos com uma interssante curiosidade, uma regalia de que a nossa freguesia gozava desde tempos imemoriais e que demonstra a importancia da mesma nesse tempo.
Decidi transcreve-la, para que todos possam partilhar dessa noticia.
Uma obrigação da camara
A visinha freguezia de S. João da Ribeira usa duma regalia immemorial.
No dia 24 de Junho, em todos os annos a Camara tinha obrigação de, encorporada, ir á igreja parochial da freguezia assistir a uma missa que ella, Camara, mandava celebrar pelo seu capellão.
Os parochos da freguezia prontificaram-se sempre a fornecer paramentos e tudo o mais que é necessário para a celebração do incruento sacrificio.
Este uso ainda hoje existe se bem que deixa de ter o tom de grandeza que antigamente lhe era imprimida.
Para esta celebração a Camara era obrigada a levar a bandeira mas, por o caminho ser longo e aspero era a bandeira guardada numa casa do Arrabalde de S. João, sendo a casa escolhida para este deposito a do dr. Desembargador João de Sá Sotto Maior, hoje da exª srª Condessa de Aurora.
No anno de 1755 deixou de ser depositada nesta casa o que deu logar a uma acção de força intentada por o então proprietário contra a Camara, ficando esta vencedora, pois foi-lhe dada sentença favoravel em 24 de Janeiro de 1758.

Labels: