RIBEIRA, NOVOS HORIZONTES

Forum de opinião e debate da vida quotidiana da Ribeira

Name: monteiro
Location: Ponte de LIma, Viana do Castelo, Portugal

Sunday, March 15, 2009

FIGURAS LIMIANAS ILUSTRES/ DR. ANTÓNIO VIEIRA LISBOA



São várias as imprecisões que se publicaram no livro publicado pelo Municipio " Figuras Limianas Ilustres", relativamente ao perfil biográfico do Dr. António Vieira Lisboa, denota-se um certo descuido na publicação.

Assim;

Na verdade o poeta nasceu em Luanda, no dia 20 de Julho de 1907, era filho de António Augusto Vieira Lisboa e de Dª Beatriz da Silva Gouveia, mas seu pai, não era licenciado em Direito, muito menos Conselheiro, alias estudou direito na Universidade de Lisboa, juntamente com o filho (poeta), mas nunca acabou o curso, na sua profissão era um alto quadro do B.N.U. tendo desempenhado funções de direcção no ultramar, nomeadamente na Índia.
O Conselheiro, com o qual vários autores se confundem, foi o Conselheiro António Maria Vieira Lisboa, seu padrinho de baptismo e sogro, pois o poeta casou-se em 1934, na Casa da Garrida com Maria Guilhermina Vieira Lisboa, tendo-se divorciado em 1944, era também, tio do pai e mais tarde seu sogro, pois o Sr. António Augusto casou-se em segundas núpcias com uma filha do Conselheiro, cunhada do poeta, razão pela qual as relações familiares se deterioraram com o referido divórcio do poeta.
Outra imprecisão referida no perfil biográfico prende-se com a licenciatura do poeta que não foi conseguida em Coimbra, mas sim em Lisboa, no ano de 1929, com uma elevada classificação.
Na verdade o poeta António Vieira Lisboa, já gravemente doente, casou-se em segundas núpcias, no hospital da misericórdia de Ponte de Lima em 1968, com Maria Libânia Manjua, embora a referida senhora também usasse o nome de Maria Libânia dos Reis, a que juntou Vieira Lisboa.
O Dr. António Vieira Lisboa faleceu no hospital da misericórdia de Ponte de Lima, no dia 13 de Junho de 1968, pelas 18 horas.

Este blog tinha já publicado uma biografia resumida do poeta.

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Saturday, February 28, 2009

DRAMA DE SANTO ANTÓNIO / 2009





GABRIEL E LUSBEL

DRAMA DE SANTO ANTÓNIO

POR

JOSÉ MARIA BRAZ MARTINS





Recolha e transcrição do texto original de António D. Costa Morais





Começaram ontem dia 27 de Fevereiro os Ensaios, tendo em vista a representação da Peça de Teatro "O Drama de Santo António, que será levada à cena no dia 8 de Agosto pelas 21horas no largo da Cruz de Pedra em Crasto, por altura das festas do Senhor da Cruz de Pedra, conforme a tradição.


Durante os meses de Fevereiro a Agosto, ás sextas-feiras os actores amadores do grupo, reúnem-se no salão paroquial da Ribeira para os respectivos ensaios.

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Saturday, January 3, 2009

Drama de Santo António - 1982


Para que não restem dúvidas, deixo a todos os leitores a capa da Ficha Técnica, publicada a quando da última realização do Drama de Santo António, no dia 7 de Agosto de 1982, pelas 21.30 Horas, no Largo da Devesa ( Cruz de Pedra) em Crasto - Ribeira.
Pelo lapso das datas publicado no post anterior deixo as minhas sinceras desculpas aos leitores deste blog.
Não podia também deixar de agradecer o reparo apresentado pelo leitor, devidamente identificado - Nuno, que permitiu restituir a verdade aos factos. -Obrigado!

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Thursday, January 1, 2009

DRAMA DE SANTO ANTÓNIO / 2009


Para o ano de 2009, está prevista a realização de uma tradição, desta freguesia, que já não era vista desde 1982, trata-se do Drama de santo António, uma peça de teatro que a par com a Turquia é uma das mais antigas tradições culturais desta terra.

São muitos, aqueles que ainda se recordam das interpretações de António Barbeiro ou mais recentemente Manuel Magalhães, no papel de Santo ou Salvador Martins, a representar o Diabo, bem como a Ana do Gonçalo e a Irene Perestrelo (NENA), que tão bem desempenharam o papel de Berta, em representações de 1953 e 2002.

No dia 8 de Agosto, outros por certo se destacarão nestes e outros papeis da peça de teatro, que tantas saudades tem deixado na comunidade Ribeirense.

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Saturday, November 22, 2008

UM BAPTISMO, NA RIBEIRA DO SEC. XIX

Do Livro dos registos Paroquiais da freguesia de São João da Ribeira, consta um registo de Baptismo, do seguinte teor:
José, filho legitimo de Manuel Marques Monteiro e de sua mulher Joana Pereira Viana, do logar de Insoela de Talharezes, desta freguesia de São João da Ribeira.
Neto paterno de Miguel Gajo Seixosa e Maria Marques Monteiro, de Moimenta dos Frades, de Maceira Dão, Concelho de Mangualde e materno de José Maria Pereira Viana e Maria Joaquina, do logar da Seixosa de Talharezes, desta freguesia.
Nasceo em 16 de Junho de 1854 e foi baptizado pelo Revº Padre José António de Santa Delfina Cura.

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Friday, November 21, 2008

UM BAPTIZADO, NA RIBEIRA NO SEC.XIX


Fachada Norte da Casa e Quinta da Garrida, em talharezes, Ribeira



Do Livro dos registos Paroquiais da freguesia de São João da Ribeira, consta um registo de Baptismo,efectuado pelo Revº Abade José Thomaz Soares Sousa, no dia 16 de Junho de 1852, do seguinte teor:


Quitéria, filha legitima de João Pacheco e de sua Molher, Rosa Maria, nasceo na Casa da Garrida, logar de Talharezes, desta fregueszia de São João da Ribeira, neta paterna de João Caetano Pacheco e sua molher Maria Rosa e materna de José António Gonçalves e de Maria Joana, todos da paróquia de Santa Maria de Refoyos do Lima.

Foram padrinhos, Francisco de Melo da Gama e sua prima, Dª Quitéria Ermelinda da Gama,da Casa da Garrida, em Talharezes.



Do Livro de Nascimentos, de 1842 - 1868, ADVC

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Saturday, November 15, 2008

ROTEIRO DAS CASAS NOBRES DA RIBEIRA



CASA DA QUINTA DE CRASTO



Casa de Crasto


Na saida de Ponte de Lima para Ponte da Barca, deparamos com a Casa de Crasto, cuja característica dominante é uma interessante torre. Situada no lugar de Crasto, freguesia de Ribeira, foi pertença, no século XVII, de Francisco de Mello Pereira, cavaleiro de Hábito de Cristo e filho de Lapa de Mello Pereira Maltês, comendador de Sregin e Santáo, que serviu o rei D. João IV.
A história do primeiro senhor da casa é curiosa e bem poderia servir de inspiração para um enredo de tragicomédia.
Francisco de Mello Pereira casou com D. Genebra de Jãcome Calheiros, filha do senhor da Casa de Calheiros, que acusou o marido de impotência, negando-se assim a viver em sua companhia.
Sendo a questão judicial julgada a favor do marido, dirigiu-se este a Calheiros, acompanhado dos seus irmãos e criados para trazer a sua mulher à força.
Aparecendo na casa, foi logo morto com um tiro.
A cunhada, D. Maria Fagerdas, vendo isto, começou a gritar da janela, chamando pelos criados. Estes acudiram em tão grande número que os Mellos bateram em retirada, mas não sem que, na refrega, ficassem mortos não apenas o marido de D. Genebra, como o seu irmão Frei José dos Anjos, Garcia de Mello Pereira e um criado.
D. Genebra e a mãe recolheram-se num convento de Viana e ás criados refugiaram-se na Galiza. Passadas décadas, outro dos seus proprietários, Francisco José Barbosa Perre, danificou a casa e uma capela aí existente, à procura dum presumlvel tesouro.
Para as obras de restauro que se limitaram à substituição da capela pela torre, Francisco Perre teria encarregado o arquitecto Alípio Pereira Maia.
Hoje, a casa pertence a Gracinda da Conceição Pimenta Lopes, que acolhe os hóspedes em instalações recuperadas e funcionais.
texto e foto, retirado do sit Solares de Portugal, alerações introduzidas pelo autor

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